Design a site like this with WordPress.com
Get started

See it in English

Tomei conhecimento de McLuhan em 1995, trabalhando como pesquisador na Escola de Engenharia de S.Carlos, USP Universidade de São Paulo, numa bolsa do CNPq cujo objetivo era melhoria da qualidade de ensino, no caso, de Engenharia. 

Encontrei na USP de S.Carlos uma sala equipada com computadores e, procurando a melhor forma de utilizá-la para ensinar com uso deles, descobri A Galaxia de Gutenberg, de Marshal McLuhan, que me alertou e instruiu para o que está por trás desta mudança de processo.
Este livro foi originalmente editado em 1962 pela Universidade de Toronto e no Brasil teve sua primeira edição em 1972, pela USP sendo os direitos autorais da Companhia Editora Nacional.
A tradução foi um trabalho conjunto de Leônidas Gontijo de Carvalho e Anísio Teixeira, sendo sua a apresentação da edição brasileira.
Eu saíra da IBM após 22 anos e não concebia fazer nada sem o uso de computador, fosse ele pessoal, fosse ele Main Frame.  
As visitas de estudos para verificar o estado arte em Educação que fizéramos no MITHarvard, Ohio State e outras nos EUA e a Cranfield na Inglaterra, à de Aachen na Alemanha, deixaram claro que o estudo de casos com apoio de computador era o caminho a seguir.
A USP tinha montado uma sala completa com uma quantidade suficiente de computadores para uma turma completa, mas havia uma reação contra aquilo por parte dos professores e alunos, por razões que não interessam aqui.
Eu estava imaginando um meio de fazer algum uso prático que conseguisse ultrapassar esta barreira e que fosse academicamente algo palatável.
Foi assim que descobri McLuhan, porque a Galáxia de Gutenberg nada mais é que a historia de como os livros na forma como conhecemos hoje foram introduzidos para a humanidade e como McLuhan achava que eles estavam acabando e estávamos sendo lançados numa era similar a era que existia quando os livros foram inventados por Gutenberg na forma como ele imaginou.
Fiz um projeto, que virou um curso sobre Qualidade para os alunos da Engenharia de Produção, carregamos as máquinas da sala com um software desenhado para aquilo, que eu mandei vir dos Estados Unidos, todo mundo gostou e vencemos aquele obstáculo.
A Galáxia de Gutenberg é uma colcha de retalhos e discuto mais delhadamente o estilo mosaico que da origem a isto.
Não fiz todos os capítulos ou tablets como eu desejaria, mas fiz o suficiente para o fim que me propus e estou finalmente cumprindo aqui algo que prometi a mim mesmo lá, quando a Internet ainda era muito incipiente para algo destas dimensões. A Internet melhorou e eu me adaptei a ela, ja que tudo isto tem muita similaridade com a forma como tratávamos informação dentro da IBM. A Internet engatinhava ainda, mas quando ela começou a funcionar percebi que sua estruturação básica era totalmente baseada no sistema que usávamos na IBM para criar manuais para fazer uso dos diagnósticos de Main Frames que eu ajudei a fazer e era uma espécie de VM melhorado.
Sai da USP em 98 e voltei a trabalhar nisto em 2011. Aposentei e somente agora pude colocar tudo dentro de uma ordem significativa e isto é um exemplo de como as coisas estão ficando.

A navegação deve ser feita a partir do Index

O conteúdo deve caber um curso de 100 horas, ou 26 aulas semanais de 4 horas por meio semestre.

Advertisement
%d bloggers like this: